domingo, 26 de junho de 2016

Forte São Luiz - Niteroi - RJ


A 230 metros de altura, no morro do Pico, com entrada pelo Forte Barão do Rio Branco, estão plantadas as ruínas do conjunto arquitetônico que, no século XVIII, abrigou as fortificações do Pico ou São Luiz.

 Uma curiosidade sobre seu portal é que foi todo construído em Portugal e as pedras foram enviadas para o Brasil em navios, todas numeradas para a montagem do quebra-cabeças na fortificação.


Em 1715, dá-se início à construção do Forte do Pico, que tem suas instalações inspecionadas, em 1762, pelo Marquês do Lavradio, considerando-se o Forte em condições de funcionamento em 1770.

Em 1775 é fundado, sob ordem do mesmo marquês, o Forte de São Luiz, que tem sobre o portão de entrada, o seguinte dístico: "Josepho I. Imperante, Fidel.mo Portugaliae Rege, Provident.mo Príncipe, Arx Haec, Divo Aloisio Sacrata. Fundata est. 1775".Em 1891, na mesma época da desativação das fortificações brasileiras, os dois fortes são ligados, passando a constituir um único conjunto, hoje denominado Forte do Pico ou de São Luiz, indiferentemente. 

Essa fortificação, dada sua altura e localização, protegia a entrada da barra, toda a Baía de Guanabara e a Fortaleza de Santa Cruz de possíveis ataques. 

Sua ação militar mais conhecida, entretanto, ocorre já na República, por ocasião de rebelião liberada pelo 2º Sargento Silvério Macedo, em 1º de Janeiro de 1892, com o objetivo de restituir o governo a Deodoro da Fonseca. 

As tropas rebeladas tomam a Fortaleza de Santa Cruz, libertam os prisioneiros, tomam posse dos canhões e de todo o armamento e prendem os oficiais, passando a atirar contra a Fortaleza de Laje.

Do Forte do Pico saem dois batalhões que dominam os revoltosos, já bombardeados, por mar, pelos navios comandados pelo próprio Ministro da Marinha, Almirante Custódio de Melo. Mais tarde, este Almirante lidera a Revolta da Armada, sendo derrotado exatamente pelas tropas da Fortaleza de Santa Cruz e Forte do Pico, que se mantiveram fiéis ao governo republicano de Floriano Peixoto.

Em 1918, sendo Presidente da República Wenceslau Braz, foi concluída a construção de outra fortificação, na parte mais elevada do morro, contando com modernos e eficientes obuseiros de 280 milímetros, importados da Alemanha, mas considerados, já em 1965, obsoletos, tendo sido o Forte desativado.



 
                             

                                       A entrada para o forte de São Luiz é feita
                                          pelo forte do Barão do Rio Branco


 
 




 













 





Fonte: Fortificações do Brasil, Garrido
Fonte: http://fortalezas.org/?ct=fortaleza&id_fortaleza=273&muda_idioma=PT
Fonte:  http://fortesdeniteroi.blogspot.com.br/2010/09/fortes-sao-luiz-e-do-pico.html
Imagens: internet
Imagens: http://www.panoramio.com/user/182906/tags/Niter%C3%B3i?photo_page=1


Forte de Madame Bruyne ou Forte do Buraco



Localizava-se no Istmo de Olinda e Recife, ao norte do Forte de São João Batista do Brum, distante meia milha deste. Atualmente suas ruínas ficam por trás da Escola de Aprendizes Marinheiros, ao norte da última barra do Porto do Recife, Praia do Istmo ou Ponta Del Chifre.

Originalmente, segundo os historiadores, era apenas um pequena fortificação denominada Guarita de João Albuquerque (SOUZA, 1885), estando situada de frente para a Barra Grande e em posição estratégica de defesa.

Entre 1630 e 1632 as forças holandeses ergueram no lugar da guarita um forte como um reduto de campanha para a defesa avançada do norte do Recife. Em 25 de junho de 1631 recebeu a denominação de Forte Madame Bruyne (Domina Bruninis) em homenagem à esposa de Johan Bruyne, integrante do Conselho de comissários que governou o Brasil holandês. A sua planta apresentava o formato de um polígono quadrangular regular, com quatro meio-baluartes nos vértices.

Quando do assalto final ao Recife, em Janeiro de 1654, esta estrutura foi abandonada pelas forças neerlandesas a 17 de Janeiro.

As ruínas que hoje conhecemos datam do século XVIII, de acordo com portaria do governador, expedida ao provedor da fazenda real, em 17 de novembro de 1711, ordenando que mandasse por em praça a obra da reedificação do Forte do Buraco, que foi executada em alvenaria de pedra, com forma irregular de três faces retas e uma abaluartada, assumindo uma forma de trapézio. Neste período: 

"[...] estava guarnecido por um Capitão, um Sargento, um Condestável (chefe de artilheiros), infantes destacados dos Terços do Recife, dez fuzileiros e dois artilheiros, e artilhado com vinte e duas peças, três de bronze e dezenove de ferro." (BARRETTO, 1958) 

Figura na coleção de "Mapas de vários regimentos da Capitania de Pernambuco", 1763, sob o título Forte de Santo Antônio dos Coqueiros do Buraco, mas desde a reconquista luso-brasileira era conhecido simplesmente como Forte do Buraco, cujo termo foi tomado por ficar fronteiriço ao lugar chamado Buraco do Santiago, hoje Tacaruna.


No século XIX, sofreu reparos em 1863, no contexto da Questão Christie (1862-1865). Poucos anos depois, em 1885, encontrava-se em precário estado de conservação, classificado como de 2ª Classe (SOUZA, 1885). Já no início do século XX o forte encontrava-se abandonado e em ruínas.

"Infelizmente as ruínas da Fortaleza do Buraco já tiveram sua bem executada sentença de morte. Delas resta apenas uma como lápide melancólica dizendo: 'Aqui foi a Fortaleza do Buraco'. Foram essas ruínas sacrificadas às obras de expansão da Base Naval do Recife. Sacrifício parece que desnecessário. Inútil. Lastimável." (Gilberto Freyre, 1968). 

No ano de 2000 o Conselho Deliberativo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) aprovou o tombamento das ruínas da fortificação. A fortaleza tinha sido tombada pelo Governo Federal em 1938 e foi destombada na década de 50 por solicitação da Marinha do Brasil. O Iphan tem em seu seu poder as pedras de inscrição que ficavam no portão do Forte do Buraco. As peças, datadas de 1705, foram doadas à instituição em 1962 pelo 3º Distrito Naval.

 

Imagem de 1912


Imagem de um cartão postal de  1930 aproximadamente

Imagem de 1925

 Imagens de 2015 e 2016, mostrando o abandono do forte






Museu Náutico de Salvador

Caravela Artilhada Portuguesa dos Fins do Século XV

Caravela Artilhada Portuguesa dos Fins do Século XV

sábado, 25 de junho de 2016

Navio Nuestra Senõra de La Santissima Trindad

 O Nuestra Señora de la Santísima Trinidad foi um navio de linha de 1ª categoria da armada espanhola, inicialmente de 120 canhões e mais tarde de 136. Durante alguns anos foi o maior navio em circulação. Foi um dos principais navios intervenientes na Batalha de Trafalgar comandado por Baltasar Hidalgo de Cisneros. Cisneros acabaria por se render, entregando o navio às forças britânicas. Devido aos ataques de que foi alvo, o navio acabou por se afundar quando estava a ser rebocado por um navio britânico para Inglaterra, morrendo a maior parte da sua tripulação.
Desenho e construção:
A construção do Santísima Trinidad data de Agosto de 1767. Foi construído em Havana, de acordo com o desenho do arquitecto naval irlandês Matthew Mullan, que previa 112 canhões, e lançado à água em 1769, como um navio de três conveses e 120 canhões. As suas dimensões ultrapassavam as do navio britânico HMS Victory e as do francês Bretagne.
Não existe um plano completo do navio, mas existe um datado de 1765, com 112 canhões, onde se podem observar as dimensões originais do navio
Em 1795, a zona do convés de proa foi unido à zona do convés situada atrás do mastro principal, criando desta forma um quarto convés dotado de quatro canhões, e aumentando-lhe o poder de fogo para 140. Com as suas dimensões e armamento, o Santísima Trinidad tinha a reputação de ser o maior navio de guerra da época, razão pela qual era chamado pelos espanhóis de El Escorial dos mares, até ser ultrapassado pelo Océan e pelo Orient, ambos franceses.
O peso adicional do armamento instalado no quarto convês, muito acima do nível da água, limitava a sua navegabilidade, razão pela qual era chamado de El Ponderoso. Foi sugerido que podia servir melhor a nação se estivesse como navio defesa na Baía de Cádiz.
Serviço:
Em Julho de 1779, a Espanha declarou guerra contra a Grã-Bretanha, juntando-se a França em apoio dos colonos americanos na Guerra da Independência dos Estados Unidos.
Em 1797, ele era o navio-almirante do Tenente General José de Córdoba, o comandante espanhol, na Batalha do Cabo de São Vicente em 14 de Fevereiro de 1797, onde ele foi seriamente danificado e quase capturado pela frota britânica.
Características gerais:
Lançamento: 3 de Março de 1784
Estado: Destruído e posteriormente afundado em 24 de Outubro de 1805
Características gerais:
Classe: 136 canhões, navio de 1ª categoria
Tonelagem 4.950 tons
Largura: 16,2 m
Comprimento: 61,3 metros
Carga: 960 homens; 1.159 na Batalha de Trafalgar "







Fontes:

Marliani (de), Manuel (1850). Combate de Trafalgar  Madrid: Matute. p. 325.

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