quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

O HOMEM DO SACO




Entre os anos de 1400 e 1440, Gilles de Laval — senhor de Rais — não dera sinais de sua natureza sádica, a mesma que um dia assombraria e faria parte do imaginário europeu em uma das maiores lendas já criadas: o homem do saco. A história de Gilles de Laval é controversa, tornando difícil o real conhecimento dos fatos e profundo conhecimento do próprio personagem histórico. Segundo uma das versões, naqueles anos ainda insuspeitos, o senhor de Rais era conhecido como um nobre de natureza piedosa, um devoto religioso e por sua grande caridade para com os pobres. Após a perda de sua amiga e companheira de batalha, Joana D’Arc, o nobre gastou sua fortuna, ficando quase sem recursos. Decidido em resolver seus problemas financeiros através da bruxaria e magia negra, o nobre consultou uma mulher que se dizia feiticeira. Para recuperar os bens perdidos, a mulher aconselhou Gilles a sacrificar crianças em nome de um demônio chamado Barron. Em 1440, então, os sintomas de depravação de Laval começaram a ficar cada vez mais em evidência, visto que crianças iam até seu castelo Tiffauges, próximo a Nantes, para pedir esmola e jamais voltavam para casa. Outras histórias macabras de orgias sexuais, torturas, sodomia, ocultismo e magia negra no castelo Tiffauges também começaram a ser espalhadas pela Europa. Devido a esses e outros rumores, o Bispo de Nantes, Jean de Malestroit, decidiu investigar as ações de Gilles de Rais. Ao descobrir fatos horripilantes sobre as práticas sádicas que aconteciam no castelo, em setembro de 1440 Jean de Malestroit denunciou o nobre. Quarenta corpos foram supostamente descobertos em uma de suas residências em Machecoul. Em seu julgamento, Gilles confessou suas atrocidades, entre as quais estava a prática do satanismo, heresia, sodomia, abjuração, sacrilégio, sequestro, tortura e, por fim, assassinato e mutilação de mais de 200 crianças. Certas partes de sua confissão se mostraram tão macabras que foram removidas dos registros do processo; contudo, muitas ficaram documentadas para a História. Finalmente em outubro de 1440, Gilles de Laval é enforcado e seu corpo queimado. Apesar de a história ter sido produzida ao longo dos anos e a partir de inúmeras lendas e costumes da época, o homem do saco é costumeiramente relacionado a Gilles de Laval. Seus crimes foram tão chocantes que ele acabou se tornando, à época, símbolo universal do mal e logo virou lenda, sendo invocado como “o homem do saco” para assustar crianças desobedientes que queriam ficar nas ruas. Outras histórias também foram baseadas em seus crimes, por exemplo, “O Barba Azul” de Charles Perrault em “Histórias ou Contos de Tempos Passados” (1697). “O Barba Azul” era um rico nobre que matou sete de suas esposas, pendurando seus corpos pelas paredes de um cômodo do castelo. Até hoje Gilles de Laval, o senhor de Rais, é destaque entre os assassinos em série mais macabros e violentos, sendo considerado um dos responsáveis pela ideia moderna dos assassinos em séries, segundo historiadores.


Texto do site:

http://www.museudeimagens.com.br/gilles-de-laval-homem-do-saco/
Imagem: museudeimagens.com.br 


BOCETA

A palavra vem do português antigo, e seu significado é pequena caixa de madeira ou caixinha, onde se guardavam pertences. Sua origem é do latim (buxum).







 

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

MARIA BONITA

Maria Gomes de Oliveira, mais conhecida como Maria Bonita, foi uma cangaceira brasileira, companheira de Lampião e a primeira mulher a exercer função significativa de liderança em um grupo cangaceiro na história do Brasil.
Maria Bonita nasceu em 1911 no povoado Malhada da Caiçara, na cidade de Paulo Afonso, Bahia. Casou-se nova mas não conseguiu gerar filhos no primeiro matrimônio, considerada seca, alcunha que denominava mulheres que não podiam procriar, sofreu violência constante do primeiro companheiro e de sua família. Maria se separou e voltou a morar com os pais, quando conheceu Virgulino Ferreira da Silva, conhecido como Lampião ou Rei do Cangaço, Maria foi convidada para fazer parte do seu bando de cangaceiros, o mais conhecido e temido na época. Junto ao novo companheiro Maria ajudou a liderar o grupo e abriu espaço para a inserção de outras mulheres no universo do banditismo social nordestino. Maria Bonita acompanhou Lampião por 8 anos, até ser assassinada numa emboscada da polícia armada oficial, na Grota de Angico, em Poço Redondo (SE), em 28 de julho de 1938.  Maria Bonita teve 4 filhos com Lampião, deixou um legado de heroína e é conhecida historicamente como uma mulher de fibra e com capacidade incrível de liderança. Apesar das controvérsias entre pesquisadores sobre a função das mulheres no período do Cangaço, Maria Bonita e Dadá são consideradas importantíssimas para entender esse período histórico brasileiro.

Imagem: Internet

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

DESCOBERTA DAS CATARATAS DO IGUAÇU 31 / 01 / 1542


31/011/542 — DESCOBERTA DAS CATARATAS DO IGUAÇU PELO ESPANHOL DOM ALVAR NÚNEZ CABEZA DE VACA.

Cataratas do Iguaçu (em espanhol: Cataratas del Iguazú) é um conjunto de cerca de 275 quedas de água no rio Iguaçu (na Bacia hidrográfica do rio Paraná), localizada entre o Parque Nacional do Iguaçu, Paraná, no Brasil, e o Parque Nacional Iguazú em Misiones, na Argentina, na fronteira entre os dois países. A área total de ambos os parques nacionais, correspondem a 250 mil hectares de floresta subtropical, sendo considerada Patrimônio Natural da Humanidade. O parque nacional argentino foi criado em 1934, enquanto o parque brasileiro foi inaugurado em 1939. Ambas as áreas de proteção com o propósito de administrar e preservar o manancial de água que representa essa catarata e o conjunto do meio ambiente ao seu redor. Os parques tanto brasileiro como argentino passaram a ser considerados Patrimônio da Humanidade em 1984 e 1986, respectivamente. Desde 2002, o Parque Nacional do Iguaçu é um dos sítios geológicos brasileiros. Historicamente, o primeiro europeu a achar as Cataratas do Iguaçu foi o espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca, no ano de 1541.[Atualmente, é o segundo local mais visitado por estrangeiros no Brasil.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

TORRE DA CAVEIRA OU TORRE DE NIS (Sérvia)


A Torre de Nis ou Torre da Caveira,  é uma torre de crânios humanos na cidade de  Nis, Sérvia, construída em 1809 por um general turco chamado Hurshi Pasha com crânios de 952 rebeldes sérvios. Nesse ano em Nis, houve uma batalha entre turcos otomanos e sérvios que lutavam por sua liberdade. Não contavam os sérvios com um exercito invasor tão grande, próximo de 36 mil homens.
Em uma tentativa desesperada para salvar sua cidade, e os poucos habitantes que ainda estavam vivos, os combatentes sérvios atearam fogo em seu  depósito de munições causando uma grande explosão matando dezenas de inimigos que os atacavam e a eles mesmos.  
O comandante turco  Hurshi Pasha, como forma de retaliação e imposição de medo mandou decapitar os corpos dos soldados sérvios mortos e usa-los para construir uma torre, A Torre das Caveiras ou Torre de Nis.
Não tenho como explanar mais o assunto por falta de fontes seguras, por hora é isso, assim que conseguir mais material postarei aqui.





 Imagens: internet

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

MUSEU EGIPCIO E ROSA CRUZ DE CURITIBA

O Museu é uma unidade da Universidade Rose-Croix Internacional e está localizado no seu Campus Metropolitano mantido pela Rosacruz. O Museu está dividido em duas seções: Seção Egípcia e Seção Rosacruz. No Museu Egípcio há réplicas fieis de objetos relacionados ao Antigo Egito cujos originais são conservados no acervo de diversos museus europeus, egípcios e norte-americanos. Esses objetos relacionam-se a muitos aspectos da vida daquele povo, assim como à sua organização social, sua religião e sua política.

O museu está localizado na rua Nicarágua, 2641 - Bacacheri
82515-260 - Curitiba - PR - Brasil
Telefone: 041-3351-3024







BUSTO DE CLEÓPATRA


MÁSCARA DE TUTANKAMOM


























 






MUSEU NÁUTICO DA BAHIA (FAROL DA BARRA)

O Museu Náutico da Bahia, esta Instalado no Forte de Santo Antônio da Barra, mais antiga edificação militar do Brasil, cuja construção data de 1534, o Museu Náutico da Bahia é único do gênero em todo o estado, reunindo valioso acervo de achados arqueológicos submarinos,uma coleção de instrumentos de navegação e sinalização náutica, maquetes, miniaturas de embarcações de variada origem e uma mostra permanente relativa à geografia, história, antropologia e cultura da Baía de Todos os Santos, além da vida marítima, militar e administrativa da cidade de Salvador, primeira capital do país e sua mais importante cidade durante mais de três séculos.

Construído antes mesmo da própria cidade de Salvador, que é de 1549, o Forte de Santo Antônio da Barra é um belo exemplar da arquitetura militar portuguesa do século XVI. Sua localização privilegiada na esquina da baía, de onde se descortina uma bela vista do oceano, a elegância de seu traçado, bem como a imponência de seus espaços internos chamam a atenção de todos os que para ali se dirigem.

O prédio é, sem dúvida, o principal atrativo do Museu cujo acervo permite ao visitante contato direto com a secular história do país através da mostra de utensílios domésticos, moedas, selos, botijas e materiais bélicos que ficaram submersos por cerca de 300 anos e que acabaram vindo à tona como resultado da primeira pesquisa submarina do gênero em toda a história do país. Objetos que permitem ao público vivenciar aspectos importantes da vida cotidiana dos primeiros brasileiros e que junto às demais peças do acervo do Museu Náutico da Bahia ajudam a compreensão da presença, importância e significado do mar e da vida marinheira na formação e desenvolvimento da sociedade brasileira.

No Forte está o Farol da Barra, um dos mais conhecidos postais da Bahia em todo o mundo. O farol original foi instalado no forte no ano de 1698, sendo o primeiro de toda a América. O óleo de baleia alimentava lampiões protegidos por vidros que sinalizavam para os navegantes a entrada da baía. Sucessivas reformas transformaram o farol original em 1839, 1890 e 1937, quando ele foi finalmente eletrificado.

Imagens:Internet
Imagens: http://ronaldobarbosa.com.br
Referencias: http://www.museunauticodabahia.org.br