quinta-feira, 22 de junho de 2017

TEATRO MUNICIPAL DE ANTONINA - PR







Construído na segunda metade do século XIX, durante a fase áurea da economia de Antonina. Consta que o “Theatro” teria sido construído pela Sociedade Teatral de Antonina, fundada em 1875, sendo que a prefeitura adquiriu o espaço no início do século XX. Possui uma área construída de 630 m2, estilo eclético, rico em adornos. Situado na rua Dr. Carlos Gomes da Costa, 322. Sabe-se que em 1898, o Sr. Arthur Balter e um grupo de amadores restauram um edifício pertencente a uma sociedade teatral particular fundado em 1875, passando a denominá-lo Theatro Municipal. Entre os anos de 1930 e 1935, quando em Antonina a assistência social era amparada pelos parcos recursos da população antoninense que, na ocasião, se valia de festivais esportivos e teatrais para angariar fundos com o qual amenizava as despesas do Hospital de Caridade de Antonina, apareceu num domingo chuvoso, em Antonina, uma Companhia de Artista do Teatro Alhambra do Rio de Janeiro, em excursão para Argentina, no Navio de Passageiros e Cargas “Almirante Jaceguay” do Lloyd Brasileiro, que aportou para descarregar e carregar “cabotagem.

 Aproveitando o tempo que permaneceram neste porto, o qual seria das 3h da tarde até 11h da noite, ocasião que terminado a operação de carga e descarga o navio rumaria para Buenos Aires, os Artistas e demais passageiros desceram para a terra afim de conhecer a cidade (naquele tempo não se falava em turismo, mas já se fazia sem saber). Andando pela cidade, conhecendo pontos pitorescos, encontraram-se com nosso Theatro Municipal, principalmente com sua fachada, verdadeira obra prima de escultura, que representava nos seus instrumentos e figuras de comédia teatral. E sabedores dos espetáculos que ali se realizavam, todos em benefício do Hospital, resolveram de acordo com o Provedor do Hospital, Sr. Álvaro Rodrigues da Costa (Álvaro Paciência) e o empresário do cinema, aproveitando o tempo, um festival de última hora o qual fariam “cenas rápidas, anedotas e shows artísticos”. Assim tudo acertado, às 6h da tarde o Teatro Municipal já se encontrava lotado, com a Banda de Música Lyra Antoninense, só de menores (a primeira no Paraná), comandada pelo Maestro Urqueza Roberto Franco, tocando na porta do Theatro para atrair espectadores ao mesmo.  Iniciando o “Show” improvisado, tivemos oportunidade de assistir artistas como Jayme Costa, Maria Della Costa, Ítala Ferreira, Procópio Ferreira, e no ato de Variedades, ainda “meninotes”, ou seja mocinhos Silvio Caldas que cantou “Faceira”, Mesquitinha cantou “Não tenho um tostão no bolso”, Luiz Barbosa, Almirante e ainda a famosa Carmen Miranda, Aurora Miranda, Aracy de Almeida, Linda e Dircinha Batista, todos acompanhados pela famosa orquestra sob o comando do inesquecível Ari naquela oportunidade era pianista e maestro e cursava direito.

No intervalo do espetáculo, antes de começar o Ato Variado, o seja, o “Show”, o antoninense IZIDORO DA COSTA PINTO um dos grandes oradores que Antonina possuía, da platéia pediu a palavra e num brilhante improviso, agradeceu ao espetáculo e oferenda dos artistas que se prontificaram para essa missão piedosa e alegre ao mesmo tempo dizendo que ele Costa Pinto, representava a tristeza neste ato, etc. Findo o discurso de agradecimento, Jayme Costa que estava no palco com todos os artistas, disse não ser orador e legava os poderes de tal para o nosso estudante de direito Ary Barroso, que subindo ao palco por cima do piano, agradeceu as palavras de Costa Pinto, exaltou o povo altruístico de Antonina e disse que recebia as palavras do representante da Tristeza que era Antonina através do seu orador, e ele representava como Embaixador da Alegria, o bem estar, o carinho, a solidariedade humana não só para os doentes como para o próprio povo que os recebeu de braços abertos, etc. Esse foi mais uma dos grandes feitos teatrais quer se passou no Theatro Municipal.

Elementos da sociedade local também participavam de grupos amadores, apresentando espetáculos quase sempre beneficentes, escritos e dirigidos por: José Cadelhe, Flávio Chichorro, Carvalhinho e Wilson Rio Apa.  O Theatro de Antonina ficou sendo considerado um dos melhores do Estado.  A instalação do cinema no antigo Theatro, no início dos anos 60, fez com que os espetáculos teatrais ficassem limitados a pequenas apresentações em clubes recreativos e em escolas. No início do século XX, o Prefeito de Antonina Coronel Theóphilo Soares Gomes, resolveu adquirir o referido edifício para a municipalidade. Entretanto, foi no governo de Heitor Soares Gomes, que se iniciou a restauração do Theatro Municipal, com modificações para permitir o emprego de cenários modernos e a dotação de mobiliário de imbuia. A obra foi concluída pelo Prefeito sucessor, João Ribeiro da Fonseca. Em 1962, o então Prefeito Pedro Dias Pinheiro realizou um contrato de arrendamento pelo prazo de vinte anos com a empresa cinematográfica da capital.
 
Essa empresa que se propunha a restaurar o prédio, submeteu-o a uma total mutilação em sua fachada e demais dependências. Somente em 1982, com o término do contrato, o Theatro foi devolvido para o Município, totalmente em ruínas, teto caído e instalações destruídas. Localizado na Rua Dr. Carlos Gomes da Costa, reinaugurado em 06 de novembro de 1994, tendo como o espetáculo de inauguração o corpo de Bale do Theatro Guairá de Curitiba, com o espetáculo “O Quebra Nozes”.

Fonte de referencia: https://www.portalantonina.com/theatro-municipal

MUSEU DO EXPEDICIONÁRIO EM CURITIBA - PR

O Museu do Expedicionário ou popularmente praça do expedicionário, criado em 1946, ilustra a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial e, em especial, a participação dos soldados paranaenses.
Possui farto material histórico, incluindo muitas ilustrações, mapas, livros e documentos da época. Estão expostos vários materiais bélicos e armamentos utilizados na guerra pela Força Expedicionária Brasileira, pela Força Aérea Brasileira e pela Marinha de Guerra do Brasil.
O Museu do Expedicionário é mantido pela Legião Paranaense do Expedicionário, órgão dos ex-combatentes que serviram na Força Expedicionária Brasileira, durante a Segunda Grande Guerra.
Na Praça do Expedicionário, local onde fica o museu, estão expostos um tanque de guerra, um avião Thunderbolt e outros equipamentos de guerra utilizados no conflito mundial.










segunda-feira, 5 de junho de 2017

DIA D 06-06-1944


A Batalha da Normandia foi de grande importância para as Forças Aliadas, marcando o início da vitória sobre os nazistas. Oficialmente chamada de Operação Overlord, teve início com o desembarque dos Aliados nas praias da região da Normandia, na França, em 6 de junho de 1944, evento que ficou conhecido como “Dia D”. Nesse dia, mais de 1 milhão de soldados entraram no território francês ocupado pelos nazistas em um ataque anfíbio, isto é, utilizando tanto bombardeios navais quanto aéreos, além de paraquedistas.
Os Aliados contaram com uma esquadra de 5.000 navios, que transportavam tanto homens quanto veículos, e 4.000 embarcações de desembarque. Por ar, 11.000 aeronaves foram utilizadas, tanto para bombardeios quanto para transportar paraquedistas. Ao fim daquele dia 6 de junho, mais de 9.000 soldados aliados estavam mortos ou feridos, mas outros 100.000 haviam tomado a região costeira. Em apenas 5 dias, os soldados em território francês já eram mais de 320.000. A Alemanha, por iniciativa de Rommel, esperando o desembarque aliado, procurou defender-se através da chamada muralha do Atlântico. Rommel, com sua grande experiência militar, previra que o desembarque aliado ocorreria nas praias a noroeste da França, tornando assim essa batalha um verdadeiro inferno para os Aliados, que sofreram pesadas baixas.
Os números são proporcionais à magnitude da operação: cerca de 425.000 soldados aliados e alemães foram mortos, feridos ou desapareceram durante a batalha. Cerca de 200.000 homens foram capturados e feitos prisioneiros pelos Aliados, que abasteceram os campos de prisioneiros a uma taxa de 30.000 homens por mês do Dia D até o Natal de 1944. Estima-se que entre 15.000 e 20.000 civis franceses tenham sido mortos durante a Batalha. Em julho de 1944, cerca de um milhão de soldados aliados, principalmente estadunidenses, britânicos e canadenses, estavam entrincheirados na Normandia.


Helicoptero teste em 1940

Primeiro teste de voo livro de um Helicóptero controlado, modelo VS-300. Em 1940 pelo doutor Igor Sikorsky voou com sucesso. Espero que gostem do vídeo.

 

 

quinta-feira, 13 de abril de 2017

HERÓI DE GUERRA MAX WOLF FILHO


 No dia 12 de abril de 1945, o 11º RI recebeu a missão de reconhecer a região de Monte Forte e Biscaia, a denominada "terra de ninguém". O sargento Wolf foi voluntário para comandar a patrulha de reconhecimento, que foi constituída por 19 militares que se haviam destacado por competência e bravura em outros combates. Nessa missão, foi fatalmente atingido por uma rajada de metralhadora alemã, que o atingiu na altura do peito.



terça-feira, 11 de abril de 2017

REVOLTAS REGENCIAIS RESUMO BÁSICO


Confederação do Equador (1824)

As atitudes de D. Pedro I foram consideradas autoritárias por alguns liberais da época, a exemplo de Cipriano Barata e Frei Caneca, favoráveis a um sistema republicano com poder descentralizado. O descontentamento transformou-se em revolta e explodiu quando o imperador nomeou, em julho de 1824, um novo presidente para a Província de Pernambuco, fato que desagradou as lideranças políticas locais, sobretudo as de Olinda e Recife, centros do movimento. O principal líder da revolta foi justamente o governador destituído, Manuel de Carvalho Pais de Andrade.
Essa Constituição estabeleceu o chamado voto censitário, ou seja, o direito ao voto dependia da renda : anual. O mesmo critério valia para quem quisesse ser candidato. Resultado: a maioria da população continuava sem participar. No mais, a Constituição criou 4 poderes:
Judiciário: composto por juízes nomeados pelo : imperador;
Legislativo: composto por políticos responsáveis pela elaboração de leis: deputados (mandato de 3 anos) e : senadores (mandato vitalício);
Executivo: composto por ministros de Estado nomeados pelo imperador, que cuidavam da administração pública e cumpriam as leis;
Moderador: exclusivo do imperador, concedia a este plenos poderes para intervir nos demais, devendo para isso consultar o Conselho de Estado, órgão composto por membros vitalícios nomeados pelo próprio imperador



Cabanagem:
Revolta popular ocorrida durante 1835 -1840, o período regencial na província do Grão-Pará contra o governo central regencial. Sua composição inicial era de população ribeirinha, moradores das cabanas (cabanos) e posteriormente, dado o sucesso das revoltas, por comerciantes e fazendeiros.
Os objetivos eram, portanto a melhora da qualidade de vida e na independência da província. Segundo o historiador Caio Prado Jr. foi a maior revolta popular brasileira, se não por duração ( 1835-1840) pela intensidade e composição.
Seu desfecho se dá em derrota contra as forças legalistas, não atingindo, portanto os objetivos (muito pela sucessão de traições na liderança do projeto emancipacionista) e deixando, na mais tímida das hipóteses, 30.000 mortos.

Sabinada
Revolta popular ocorrida entre 1837 e 1838, pretendeu uma proclamação provisória da república baiense até a maioridade de D. Pedro II.
Revolta empreendida por fazendeiros, militares e integrantes de uma classe intermediária teve como líder o médico Francisco Sabino.
Após alguns enfrentamentos e aproximadamente 2.000 mortos os objetivos não se concretizaram.

Balaiada
Revolta popular ocorrida no Maranhão entre 1838 e 1841 com intenção de controle do poder local. Revolta dividida entre ideais mais conservadores e radicais porém sem objetivos claramente definidos. Sua causa imediata se deu pela extrema miséria enfrentada pela população a crise econômica causada pela estagnação da cultura do algodão. Na sua composição, pelos mais radicais estavam artesãos de balaios (segundo o Rangel: uma coisa feita para carregar coisas). A contenção dos revoltosos se dá pelas forças legalistas que tinham no comando o futuro Duque de Caxias.

Farroupilha 
Revolta elitista sulista; teve a mior duração entre as demais revoltas a ela contemporâneas.
Causa imediata da insatisfação que geraria a guerra foi a crise da produção pecuária sobre o Charque, tanto pela elevação do valor do Sal quanto pela redução tributária das importações de carne da região platina e aumento tarifário para os gaúchos.
Poucos anos antes havia o exemplo da independência dos uruguaios (província Cisplatina) o que serviu de inspiração para a república Piratini (riograndense) e a posterior república Juliana (em Santa Catarina).
Seus líderes principais, Bento Gonçalves e Garibaldi, defendiam interesses comerciais de uma classe se não elitista, ao menos intermediária. Seu desfecho se dá pela articulação de trégua no qual houve a presença mais uma vez do Duque de Caxias.

Malês
Conflito de poucos dias em 1835, peculiar, uma vez que envolveu questões como escravidão e religião.
Negros muçulmanos (portanto letrados) disseminavam panfletos objetivando projeto de abolição escrava restrita, extermínio dos brancos e um Estado muçulmano em Salvador.
Nenhum dos objetivos foi alcançado.


Cemiterada
No dia 24 de outubro de 1836, entrava em vigor uma lei em Salvador que proibia os tradicionais enterros no interior das igrejas e dava a uma companhia privada o monopólio dos enterros por trinta anos, no cemitério chamado de Campo Santo. Insatisfeitos com a postura do governo da Bahia, um dia após a lei ser outorgada, as irmandades católicas se organizam e vão protestar em frente ao palácio do governo provincial.
As irmandades eram organizações responsáveis pela devoção festiva de santos específicos e seus membros estavam reunidos de acordo com a classe que pertenciam na sociedade. Haviam irmandades predominantes, mas não exclusivas, de brancos, mulatos e pretos, ricos e pobres.  As irmandades se responsabilizavam pelos funerais dos seus membros, chegando a enterras pessoas estranhas por um valor determinado.
No dia 25 de outubro de 1836, as irmandades marcham em direção ao palácio provincial, convidando seus membros e o público em geral para protestar contra a nova lei. A multidão se reuniu, vestidos a caráter, carregando cruzes e bandeiras referentes a sua irmandade, o protesto tomou tal proporção que polícia estimou cerca de duas a quatro mil pessoas. Devido a imensa multidão que se postou frente ao palácio, o presidente da província, Francisco de Sousa Paraíso, aceitou negociar com os principais representantes das irmandades. Devido a pressão exercida, Paraíso decide convocar uma reunião extraordinária  da Assembléia Provincial para rever a lei, acalmando em parte, os ânimos dos protestantes e enquanto a reunião não ocorria para dar o parecer final, os enterros continuariam sendo nas igrejas.
Mesmo com a decisão do governador que atendia, por enquanto, a vontade do povo, um grupo aproximou-se do escritório da companhia do cemitério gritando “vivas às Irmandades e morras aos Pedreiros livres”, em seqüência apedrejaram o lugar. Em seguida,  a multidão marchou sentido ao Campo Santo, que ficava a três quilômetros do centro da cidade, lá a destruição foi praticamente total. Os policiais que acompanharam tudo de perto não puderam fazer nada, a quantidade de pessoas era imensa e usar a força contra homens e mulheres que carregavam cruzes seria politicamente incorreto. A manifestação só teve fim a noite, o cemitério estava destruído e o povo contente. Assim ocorreu a Cemiterada de1836 na Bahia.
 

Fonte:  REIS, João José. A morte é uma festa: Ritos fúnebres e revolta popular no Brasil do século XIX. São Paulo: Companhia de Letras, 1991.  


                             Segundo Reinado (1840 – 1889)

Revolução Praieira 

Aconteceu em Pernambuco e foi a última grande revolta interna do Império. Nessa época (1848) a economia da Província de Pernambuco girava em torno dos engenhos de açúcar (controlados por algumas poucas famílias locais) e do comércio (controlado pelos portugueses). O Partido da Praia, composto por liberais, combatiam as desigualdades divulgando suas ideias no jornal Diário Novo, localizado na Rua da Praia, em Recife. Por essa época, o presidente de Pernambuco era um homem comprometido com as causas liberais, mas foi substituído por um conservador, representante da elite.
Os praieiros não aceitaram a troca e organizaram a Revolução Praieira, sob a liderança do militar Pedro Ivo e do jornalista Borges da Fonseca, divulgaram suas ideias através de um documento chamado Manifesto ao Mundo (que, apesar de liberal e democrático, não fazia referência à escravidão).
A Revolução Praieira não chegou a durar um ano. Sem recursos e com cerca de dois mil homens, os praieiros foram facilmente dominados pelas tropas do Império.
O parlamentarismo brasileiro
A criação do cargo de primeiro-ministro (presidente do Conselho de Ministros), em 1847, marca o início do parlamentarismo no Brasil, também chamado de “parlamentarismo às avessas”, pois fora copiado do modelo inglês e adaptado pelo poder moderador.