quinta-feira, 10 de agosto de 2017

FAROL DA BARRA - SALVADOR BAHIA














O Forte de Santo Antônio da Barra localiza-se na ponta do Padrão (atual Largo do Farol da Barra), em Salvador, estado da Bahia, no Brasil. Endereço antigo: 206, R. do Gavaza, 24 - Barra, Salvador- Telefones: (071)3264 3296 / 3331 8039

No local, que domina a entrada da barra de Salvador, diante do qual Gonçalo Coelho teria fundeado, aquele navegador fez erguer um padrão de posse para a Coroa Portuguesa, a 1 de novembro de 1501: conforme o calendário católico então adotado, era dia de (Dia de Todos-os-Santos).

a 5 de maiode 1668, o forte foi reedificado a partir de 1696, durante o Governo Geral de João de Lencastre (1694-1702), quando recebeu um farol – um torreão quadrangular encimado por uma lanterna de bronze envidraçada, alimentada a óleo de baleia -, o primeiro do Brasil e o mais antigo do Continente (1698), quando passou a ser chamado de Vigia da Barra ou deFarol da Barra.
O capitão Santo Antônio de Lisboa

Em 1705 o Senado da Câmara de Salvador solicitou ao Governador-geral D. Rodrigo da Costa (1702-1705), que Santo Antônio de Lisboa sentasse praça nesta fortificação, no posto de Capitão (BARRETTO, 1958:170-171). A proposta foi aceite, tendo o Governador-geral expedito ordem, a 16 de Julho do mesmo ano, ao Provedor-mor da Fazenda Real doEstado do Brasil, para que o santo assentasse praça no posto de Capitão-intertenido, com o soldo sendo pago ao síndico do Convento de São Francisco, o que foi aprovado pela Coroa por Alvará de 7 de Abril de 1707. Posteriormente, pelos Decretos de 13 de Setembro de 1810 e de 25 de Novembro de 1814, o soberano promoveu o santo aos postos de Major e de Tenente-coronel, respectivamente.
O século XVIII

O forte apresentava ruína em 1752 e sofreu reformas em 1756 (SOUZA, 1983:171). BARRETTO (1958) dá-o como guarnecido por um Capitão comandante, um Sargento artilheiro, dois Tambores e oito Soldados artilheiros, artilhado com oito peças de bronze (duas de calibre 24, quatro de 16 e duas de 12) e dezessete de ferro (oito de calibre 36 e nove de 8) (op. cit., p. 170), acredita-se que para esse meado do século XVIII. A iconografia de José Antônio Caldas (Planta e fachada do forte de S. Antonio da Barra. in: Cartas topográficas contem as plantas e prospectos das fortalezas que defendem a cidade da Bahia de Todos os Santos e seu reconcavo por mar e terra, c. 1764. Arquivo Histórico Ultramarino,Lisboa), exibe a planta atual, de autoria do Engenheiro João Coutinho, atribuída ao ano de 1772, quando recebeu o formato de um polígono decagonal irregular, com seis ângulos salientes e quatro reentrantes, com parapeitos à barbeta. O terrapleno, acessado por um túnel emrampa que termina em escadaria, abriga edificações de um pavimento compreendendo as dependências de serviço (Casa de Comando,Quartel da Tropa, Cozinha, Casa da Palamenta, e outras), e cisterna abobadada. Nele estava situada ainda a torre do farol, de seção cilindrica. A construção é em alvenaria de pedra gnaisse, extraída do próprio local, e a portada é em cantaria de arenito.

Encontra-se representado numa iconografia de Carlos Julião, sob o nome de 9. Forte de S. A. da Barra (Elevaçam e fasada que mostra em prospeto pela marinha, a cidade de Salvador, Bahia de todos os Santos, 1779. Gabinete de Estudos Arqueológicos de Engenharia Militar, Lisboa), ilustrada com os desenhos de trajes típicos femininos.
O século XIX

Em 1809 contava com dezesseis peças, de calibres de 48 a 24 (SOUZA, 1885:92). Acredita-se que o autor tenha se baseado no “Parecer sobre a fortificação da Capital“, do Brigadeiro José Gonçalves Leão, presidente da Junta encarregada pelo Governador da Bahia, em 1809, de propor as obras necessárias para a defesa da península e do recôncavo (in: ACCIOLI. Memórias Históricas da Bahia. Vol. VI. p. 179 e segs). Planta da época, assinala que o forte não dispunha de fosso e nem de ponte levadiça. A Casa de Comando, alteração do século XIX, apresentajanelas com lenço de pedra sob as guarnições.

Durante a Guerra da Independência (1822-1823) esteve em mãos das forças portuguesas sob o comando do Coronel Inácio Luís Madeira de Melo (1775-1833), até à rendição em 1823 (GARRIDO, 1940:85).

À época do Período Regencial, o Decreto de 6 de julho de 1832 determinou a instalação de um farol mais moderno, fabricado na Inglaterra, em substituição ao antigo. Ao término das obras, inauguradas em 2 de dezembro de 1839, o novo equipamento de luz catóptico erguia-se sobre uma torre troncônica de alvenaria, com alcance de dezoito milhas náuticas com tempo claro (PRADO, Roberto Coutinho do (Cap. de Fragata). Faróis Brasileiros. Revista Correio Filatélico. a. 19, set./out. 1995, n° 156. p. 36-40).

Foi visitado em 1859 pelo Imperador D. Pedro II (1840-1889), que registrou em seu diário de viagem:

“28 de Outubro – (…) De tarde fui passear à Barra, (…). Numa ponta da terra que entra pelo mar e sobre o morro, todo verde de relva, contrastando com as pedras próximas, levanta-se o forte de Santo Antônio da Barra dentro do qual está um farol. A torre tem 76 degrausem espiral, e mais dois lanços, um de nove degraus e outro de oito até à base de apoio do aparelho ao qual se chega subindo mais seis degraus. O aparelho compõe-se de 21 espelhos parabólicos de metal branco, sete dos quais são cobertos por vidro vermelho. Dá uma volta em 5 minutos, e consome 34 canadas de azeite doce por mês. (…) A despesa com a limpeza do aparelho é por conta do Arsenal. (…) Não há água perto, e apanham a da chuva dentro de umas pipas que vi dentro do forte.” (PEDRO II, 2003:165-166)

No contexto da Questão Christie (1862-1865), o “Relatório do Estado das Fortalezas da Bahia” ao Presidente da Província, em 3 de agosto de1863, deu-o como inútil para a sua finalidade defensiva, utilizado como farol (ROHAN, 1896:51), citando:

“(…) É esta fortaleza o assento do farol, a favor de cujo serviço perdeu o seu destino próprio, e nem pode prestar simultâneamente com aquele, porque dos abalos e vibrações de artilharia devem resultar graves inconvenientes para as funções e mesmo existência do farol; mas quando o uso e as vantagens deste devessem ser propostas às que se podem tirar do Forte como recurso bélico, seria necessário o restabelecimento das obras de terrapleno, e as reparações reclamadas pelo abandono em que parece estar, apesar de ser habitada pelo pessoal do serviço do farol.

Em seu interior possui a fortaleza quatro casas, sendo duas abobadadas contíguas à entrada e duas no solo do terrapleno, que são alojamentos das pessoas acima aludidas e dependências do serviço do farol: estas casas precisam de algumas reparações.” (op. cit., p. 56)

Novos reparos foram procedidos no forte em 1875, quando contava com nove peças em mau estado (SOUZA, 1885:92). Em 1888 um novo aparelho de luz foi encomendado na Europa para o Farol da Barra, inaugurado em 20 de agosto de 1890.
O século XX

Em 1903, novos reparos foram procedidos na estrutura do farol e nas casas dos faroleiros. Em 1906 o Ministério do Exército cedeu o edifício mais próximo ao Farol, no terrapleno, para servir de residência aos faroleiros, e em agosto do ano seguinte a Capitania dos Portos recebeu o montante necessário para consertos gerais e pintura externa e interna do farol e casa dos faroleiros, procedimentos repetidos em 1933, 1934 e1935 (PRADO, 1995). De propriedade da União, o Forte de Santo Antônio da Barra, Forte Grande ou Fortaleza da Barra, foi tombado pelo então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1938.

Administrado pela Marinha do Brasil, após uma inspeção realizada pelo então Capitão-de-Mar-e-Guerra Max Justo Guedes, foram executadas, de junho de 1974 a 31 de março de 1975, obras de adaptação para a instalação da Seção do Museu Naval e Oceanográfico (Museu de Hidrografia, especializado em hidrografia e cartografia náutica) nas suas dependências. Novas obras para ampliação do Museu e restauro do forte e farol foram executadas em 1990, com o apoio da empresa AGA S/A e pessoal da guarnição do navio balizador Faroleiro Nascimento, da Marinha brasileira (PRADO, 1995), tendo sido homenageado com uma emissão filatélica da ECT da Série Faróis Brasileiros, emitido em 28 de setembro de 1995.


Referencias: https://patrimoniodesalvador.wordpress.com/tag/farol-da-barra/
Referencias: http://www.museunauticodabahia.org.br/omuseu/default.htm

BALAIO DE PUTAS

BALAIO DE PUTAS...
É o apelido dessa simpática charrete com pneus muito usada no interior do Paraná até a década de 1960, na região de Londrina, Maringá e outras.
Antes da chegada dos carros, essas charretes eram essenciais para se movimentar na cidade, que ainda tinha a maioria das ruas não pavimentadas.
No final dos anos 50, no entanto, os táxis (carros automotores) começaram a tomar seu lugar na cidade.
E as charretes começaram a perder espaço, mas ainda permaneceram circulando em outros locais do município, particularmente na Vila Matos, a velha zona do meretrício (Londrina).
Um ponto (parada) de charretes era ao lado do Posto de saúde, na segunda imagem.
Essas charretes levavam as prostitutas às compras às tardes, e às matinês dos cinemas, aos domingos, escandalizando as senhoras "de bem" da cidade. Isso rendeu ao veículo o popular apelido de "Balaio de Putas".
Na época das grandes fortunas do café, o apelido das charretes se estendeu ao aviões que traziam novas "meninas" de São Paulo para Londrina, "encomendadas" pelos novos ricos da cidade. Beijo do profe.



Posto de saúde e ponto das charretes Alameda Manoel Ribas), anos 1950 


Referncias: http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/maringa/nosso-baixo-meretricio-bdn9khjrqxjbv1e7pq0ga9phq
Referencias; http://londrinahistorica.blogspot.com.br/2011/06/o-ponto-das-charretes-da-alameda-manoel.html

Referencias: https://marciasiqueira1953.wordpress.com/2006/11/21/balaio-de-putas/

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

As catacumbas dos Capuchinhos de Palermo


As Catacumbas dos Capuchinhos de Palermo são criptas subterrâneas localizadas na cidade de Palermo, Sícilia, no sul da Itália. Atualmente, as catacumbas servem como atração turística, mas nos revela muito sobre o passado da época.

No Século XVI o cemitério do Monastério Capuchinho de Palermo esgotou sua capacidade de abrigar mortos, então, os monges começaram a escavar as tão famosas criptas subterrâneas.

 As catacumbas contêm cerca de 8000 cadáveres e 1252 múmias que decoram as paredes. Os corredores são divididos em categorias: Homens, mulheres, virgens, crianças, padres, monges e profissionais. Alguns são postos em poses; por exemplo, duas crianças estão sentadas juntas numa cadeira de balanço.

As catacumbas foram originalmente criadas para guardar o corpo dos frades, mas graças à sua popularidade crescente, nos séculos seguintes tornou-se símbolo de status ter seu lugar nas catacumbas dos capuchinhos.

As pessoas escolhiam até mesmo a roupa em que gostariam de ser embalsamadas e se gostariam que a família as mudassem de tempos em tempos. Os familiares dos mortos vinham rezar em seus nomes e, se necessário, deixar o corpo mais apresentável ao "público".

O lugar era mantido através de doações feitas pelas famílias dos falecidos. Enquanto o corpo estivesse lá dentro, a família deveria contribuir, e caso não o fizesse, o corpo era tirado de evidência e deixado de lado até que a contribuição fosse feita de novo.

Os enterros nas catacumbas foram oficialmente encerrados no ano de 1880, mas existiram funerais até a década de 1920.










Rosalia Lombardo, que morreu de pneumonia aos 2 anos de idade. Rosalia foi uma das últimas pessoas a ser "enterrada" nas catacumbas. Seus pais contrataram o melhor embalsamador da Sicília, Alfredo Salafia, para fazer o trabalho. 

O trabalho foi tão bem feito que quando descobriram o cadáver de Rosalia, confundiram com uma boneca de porcelana





Referencias: https://www.youtube.com/watch?v=q0OSQ8qQORg
http://descobrindoasicilia.com/2015/04/catacumbas-dos-capuchinhos-de-palermo/
https://www.terra.com.br/noticias/ciencia/morte-e-misticismo-se-unem-nas-catacumbas-das-8-mil-mumias-de-palermo,d854353f9c616410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html
Imagens internet

segunda-feira, 31 de julho de 2017

1777 - INVASÃO DA ILHA DE SANTA CATARINA PELOS ESPANHÓIS


240 Anos da invasão espanhola a ilha de Santa Catarina.  No  século XVIII (1777), após a anulação do Tratado de Madri, agravaram-se os conflitos entre as duas nações ibéricas, Portugal e Espanha, com a Guerra dos Sete Anos, na qual combateram Inglaterra e Portugal contra França e Espanha.
Para enfrentar as forças luso-brasileiras a Espanha organizou uma grande expedição cuja esquadra transportava cerca de 9.000 soldados.
O governo português, além das fortificações já existentes na Ilha de Santa Catarina, preocupou-se em completar o sistema de defesa, através de instruções, recursos humanos, material bélico e embarcações. A ocupação da Ilha ocorreu em fevereiro de 1777, a força naval espanhola chega à enseada de Canas vieiras, então invade com sucesso a ilha, provocando a retirada das autoridades portuguesas e parte das tropas para o lado do continente.   Diante disso, alguns dias depois, é assinado o termo de capitulação, e a entrega da Ilha de Santa Catarina a D. Pedro Cevallos, comandante da expedição.

Imagens da internet
Fonte: OS Espanhóis Invadem Santa Catarina
Fonte: Ilha de Santa Catarina 1777-1778 - a Invasão Espanhola

 





quinta-feira, 27 de julho de 2017

A PRIMEIRA AUTO ESCOLA







A primeira auto-escola do mundo foi fundada em Liverpool, na Inglaterra, em 1901. Fechou um ano depois. Outras surgiram nos anos seguintes e tiveram o mesmo destino. Das que sobrevivem, a mais antiga foi fundada em 1932 na Pensilvânia, nos Estados Unidos – pelo menos segundo o The Schell Book of First e o almanaque francês Quid, as mais respeitadas fontes de referência sobre esses assuntos. Em Porto Alegre, porém, um senhor de 96 anos diz que estão errados.
 

 Levino Moura Borges fundou a Auto-Escola São Cristóvão no dia 1.º de janeiro de 1932. A roda de chimarrão com os amigos aconteceu às sete horas, e o coquetel de inauguração, às nove horas. Se a rival americana não foi inaugurada antes das cinco horas da manhã do dia 1º (o fuso horário na Pensilvânia é duas horas atrasado), está retendo o título injustamente. Só não como tirar a dúvida porque o dia da fundação da escola americana não está registrado.

Guarda de trânsito, Levino foi o primeiro gaúcho a operar um semáforo (eles eram acionados à mão) e pintar faixas de segurança nas ruas de Porto Alegre. Em 1930 deixou a farda, vendeu um rádio por 350 000 réis, pediu outros 500 000 emprestados à sogra. Transformou-se em professor itinirante, ensinando fazendeiros ricos a dirigir Fords Bigode.

 





(Fonte: Zero Hora – ANO 49 – N° 16.976 – Almanaque Gaúcho/ Por Ricardo Chaves – (colaborou Lemyr Martins) – 30 de março de 2012 – Pág: 58)

(Fonte: Quatro Rodas –- VIA EXPRESSA – N.º 468 –- Julho de 1999 –- Pág.26)


Texto retirado na íntegra do endereço: http://www.oexplorador.com.br/a-primeira-auto-escola-do-mundo-foi-fundada-em-liverpool-na-inglaterra-2/





sábado, 8 de julho de 2017

GADANHA

Da Idade Média aos dias atuais... Essa ferramenta que aparece no vídeo é denominada de "Gadanha ou Gadanho" (pode ser conhecida por "alfange" em outros locais), é uma ferramenta utilizada na agricultura para ceifar cereais ou para o corte de erva. Consiste de uma lâmina na extremidade de um cabo de madeira ou metálico de aproximadamente 1,70 m.

 


 

quinta-feira, 22 de junho de 2017

TEATRO MUNICIPAL DE ANTONINA - PR







Construído na segunda metade do século XIX, durante a fase áurea da economia de Antonina. Consta que o “Theatro” teria sido construído pela Sociedade Teatral de Antonina, fundada em 1875, sendo que a prefeitura adquiriu o espaço no início do século XX. Possui uma área construída de 630 m2, estilo eclético, rico em adornos. Situado na rua Dr. Carlos Gomes da Costa, 322. Sabe-se que em 1898, o Sr. Arthur Balter e um grupo de amadores restauram um edifício pertencente a uma sociedade teatral particular fundado em 1875, passando a denominá-lo Theatro Municipal. Entre os anos de 1930 e 1935, quando em Antonina a assistência social era amparada pelos parcos recursos da população antoninense que, na ocasião, se valia de festivais esportivos e teatrais para angariar fundos com o qual amenizava as despesas do Hospital de Caridade de Antonina, apareceu num domingo chuvoso, em Antonina, uma Companhia de Artista do Teatro Alhambra do Rio de Janeiro, em excursão para Argentina, no Navio de Passageiros e Cargas “Almirante Jaceguay” do Lloyd Brasileiro, que aportou para descarregar e carregar “cabotagem.

 Aproveitando o tempo que permaneceram neste porto, o qual seria das 3h da tarde até 11h da noite, ocasião que terminado a operação de carga e descarga o navio rumaria para Buenos Aires, os Artistas e demais passageiros desceram para a terra afim de conhecer a cidade (naquele tempo não se falava em turismo, mas já se fazia sem saber). Andando pela cidade, conhecendo pontos pitorescos, encontraram-se com nosso Theatro Municipal, principalmente com sua fachada, verdadeira obra prima de escultura, que representava nos seus instrumentos e figuras de comédia teatral. E sabedores dos espetáculos que ali se realizavam, todos em benefício do Hospital, resolveram de acordo com o Provedor do Hospital, Sr. Álvaro Rodrigues da Costa (Álvaro Paciência) e o empresário do cinema, aproveitando o tempo, um festival de última hora o qual fariam “cenas rápidas, anedotas e shows artísticos”. Assim tudo acertado, às 6h da tarde o Teatro Municipal já se encontrava lotado, com a Banda de Música Lyra Antoninense, só de menores (a primeira no Paraná), comandada pelo Maestro Urqueza Roberto Franco, tocando na porta do Theatro para atrair espectadores ao mesmo.  Iniciando o “Show” improvisado, tivemos oportunidade de assistir artistas como Jayme Costa, Maria Della Costa, Ítala Ferreira, Procópio Ferreira, e no ato de Variedades, ainda “meninotes”, ou seja mocinhos Silvio Caldas que cantou “Faceira”, Mesquitinha cantou “Não tenho um tostão no bolso”, Luiz Barbosa, Almirante e ainda a famosa Carmen Miranda, Aurora Miranda, Aracy de Almeida, Linda e Dircinha Batista, todos acompanhados pela famosa orquestra sob o comando do inesquecível Ari naquela oportunidade era pianista e maestro e cursava direito.

No intervalo do espetáculo, antes de começar o Ato Variado, o seja, o “Show”, o antoninense IZIDORO DA COSTA PINTO um dos grandes oradores que Antonina possuía, da platéia pediu a palavra e num brilhante improviso, agradeceu ao espetáculo e oferenda dos artistas que se prontificaram para essa missão piedosa e alegre ao mesmo tempo dizendo que ele Costa Pinto, representava a tristeza neste ato, etc. Findo o discurso de agradecimento, Jayme Costa que estava no palco com todos os artistas, disse não ser orador e legava os poderes de tal para o nosso estudante de direito Ary Barroso, que subindo ao palco por cima do piano, agradeceu as palavras de Costa Pinto, exaltou o povo altruístico de Antonina e disse que recebia as palavras do representante da Tristeza que era Antonina através do seu orador, e ele representava como Embaixador da Alegria, o bem estar, o carinho, a solidariedade humana não só para os doentes como para o próprio povo que os recebeu de braços abertos, etc. Esse foi mais uma dos grandes feitos teatrais quer se passou no Theatro Municipal.

Elementos da sociedade local também participavam de grupos amadores, apresentando espetáculos quase sempre beneficentes, escritos e dirigidos por: José Cadelhe, Flávio Chichorro, Carvalhinho e Wilson Rio Apa.  O Theatro de Antonina ficou sendo considerado um dos melhores do Estado.  A instalação do cinema no antigo Theatro, no início dos anos 60, fez com que os espetáculos teatrais ficassem limitados a pequenas apresentações em clubes recreativos e em escolas. No início do século XX, o Prefeito de Antonina Coronel Theóphilo Soares Gomes, resolveu adquirir o referido edifício para a municipalidade. Entretanto, foi no governo de Heitor Soares Gomes, que se iniciou a restauração do Theatro Municipal, com modificações para permitir o emprego de cenários modernos e a dotação de mobiliário de imbuia. A obra foi concluída pelo Prefeito sucessor, João Ribeiro da Fonseca. Em 1962, o então Prefeito Pedro Dias Pinheiro realizou um contrato de arrendamento pelo prazo de vinte anos com a empresa cinematográfica da capital.
 
Essa empresa que se propunha a restaurar o prédio, submeteu-o a uma total mutilação em sua fachada e demais dependências. Somente em 1982, com o término do contrato, o Theatro foi devolvido para o Município, totalmente em ruínas, teto caído e instalações destruídas. Localizado na Rua Dr. Carlos Gomes da Costa, reinaugurado em 06 de novembro de 1994, tendo como o espetáculo de inauguração o corpo de Bale do Theatro Guairá de Curitiba, com o espetáculo “O Quebra Nozes”.

Fonte de referencia: https://www.portalantonina.com/theatro-municipal