quarta-feira, 29 de junho de 2016

A REVOLTA DE VILA RICA OU REVOLTA DE FELIPE DOS SANTOS (1720)




Revolta ocorrida na região das Minas Gerais contra as leis e impostos cobrados por Portugal sobre as regiões mineradoras.
A Revolta de Felipe dos Santos, também é conhecida como Revolta de Vila Rica.
Com o inicio da extração das Minas de Ouro do Brasil, Portugal criou órgãos responsáveis pelas leis a serem respeitadas nas regiões auríferas. Um desses órgãos foi a Intendências das Minas.
Era proibido a circulação de ouro em pó ou em pedras. Quem fosse pego comercializando com ouro deste tipo sofreria punições previstas por lei. Devida a estas medidas o comércio na região mineira foi profundamente afetado.
Em 1717 chega ao Brasil o Português Pedro Miguel de Almeida, O Conde de Assumar, nomeado governador das Minas do Brasil. Para combater o contrabando e sonegação de ouro, Assumar aperfeiçoou o sistema de cobrança de tributos ao criar as Casas de Fundição.
Todo ouro extraído deveria ser levado imediatamente a essas casas onde seria retirado para o governo 20% do mineral (conhecido como o quinto real). O restante do ouro seria transformado em barras seladas com o brasão real português e só depois entregue ao minerador.
Foram instaladas 04 (quatro) casas de fundição que foram situadas em Vila Rica, Nossa Senhora de Conceição do Carmo, São João do Rei e Vila do Príncipe.
Os mineradores tinham que percorrer longas distâncias até chegarem às casas de fundição e muitas vezes eram roubados por ladrões.
Revoltados com a cobrança de impostos, cerca de 2 mil mineradores se rebelaram em 1 de Julho de 1720. Na rebelião que ficou conhecida como Revolta de Vila Rica, Filipe dos Santos, rico tropeiro, passou a ser a voz do movimento e foi visto como principal líder.
O Exército de mineradores saiu de Vila Rica em direção a Vila de Nossa Senhora de Conceição do Carmo, sede do governo minerador. Felipe dos Santos em nome do movimento exigiu a extinção das Casas de Fundição e o fim da cobrança dos altos impostos, almejando ainda a Independência da região mineradora.
O Conde Assumar amedrontado com o grande número de mineradores fingiu acatar as reivindicações pedidas por eles. Com o passar de alguns dias, já acalmado os ânimos e com a dissipação dos rebeldes, Assumar inicia repreensão ao movimento.
O Exército Português saiu às ruas a caça dos lideres da revolta. Os que foram capturados desfilaram acorrentados pelas ruas da cidade e levados ao cárcere de Portugal.
A Felipe dos Santos foi reservado penosa sentença. No dia 16 de Julho do mesmo ano numa cerimônia feita em Praça Pública, Felipe dos Santos foi enforcado e depois teve seu corpo arrastado pelas ruas e em seguida esquartejado com suas partes exposto nos principais pontos da cidade.
Pelo fato de Felipe dos Santos ter se tornado mártir do movimento, a Revolta de Vila Rica ficou também conhecida como a Revolta de Felipe dos Santos.
As autoridades portuguesas queriam com isso intimidar a população. Queria que a pena aplicada a Felipe dos Santos servisse de exemplo a qualquer um que conspirasse contra o Governo.
Após contornar a situação Portugal decidiu separar a Capitania das Minas em duas, visando melhorar a administração. Foram criadas a Capitania de São Paulo e a Capitania das Minas Gerais.

Fonte:  arquivo pessoal

Fonte: História do Brasil  - Autor: Vicentino, Cláudio / Gianpaolo, Dorigo
Editora: Scipione

 


MORRE O PAPA GREGÓRIO XVI NO DIA 01/06/1846



Bartolomeo Alberto Cappellari, o 
Papa Gregório XVI  (1765 - 1846)





255.o Papa da Igreja Católica Romana (1831-1845) nascido em Belluno, território da República de Veneza, que eleito Papa em 6 de fevereiro (1831), adotou o nome de Gregório, que significa o que vigia. Filhos dos nobres secundários Giovanni Battista e Giulia Cesa-Pagani, assumiu a vocação religiosa aos dezoito anos e tornou-se noviço (1783) como um noviço no monastério de Camaldolese, em San Michele di Murano, adotando o nome de Mauro, e três anos depois foi ordenado solenemente padre (1787). Demonstrando ser um jovem nível intelectual incomum, dedicou-se ao estudo de filosofia e teologia, e ensinar estes assuntos ao juniors de San Michele. Foi nomeado censor librorum de sua ordem e do Santo Escritório, em Veneza. Mudou-se  para Roma (1792) onde morou no princípio em pequena uma casa no Piazza Veneta, e depois no grande monastério de São Gregório, na Colina de Coelian. Publicou Il trionfo della Santa Sede (1799), favorável a infalibilidade papal e a soberania temporal, depois do seqüestro (1798) e morte no exílio (1798) de Pio VI, pelo General Berthier, por ordem de Napoleão, no exílio a Valência. O trabalho atingiu três edições e foi traduzido em vários idiomas. Foi nomeado Abade Vicar de San Gregorio (1800), e abade daquela casa de ancião (1805). Voltou para Veneza e tornou-se professor filosofia das faculdades de Camaldolese, em Murano. Com a queda de Napoleão (1814), Pio VII voltou à Roma, e o monge foi chamado imediatamente para lá e foi nomeado consultor de várias Congregações, examinador de bispos e, novamente, abade de San Gregorio. Duas vezes lhe foi oferecido um bispado e duas vezes ele recusou. Coma morte (1823) de Pio VII foi eleito Leão XII, que dois anos depois o nomeou cardeal de San Callisto e prefeito da Congregação de Propaganda. Leão  XII morreu (1829) e Pio VIII, seu sucessor no ano seguinte. Eleito papa adotou o nome de GregórioXVI, em honra a GregórioXV, o fundador de Propaganda. Em um período de grandes agitações políticas envolvendo países como Espanha, Holanda, Bélgica, França etc, pediu apoio às potências da Santa Aliança, como Rússia, Áustria e Prússia, para governar os Estados Pontifícios. Elevou a maioridade a vinte e um anos. Fundou o museu egípcio e etrusco. Ansiava pela fé da Igreja universal e combateu os erros doutrinários. Morreu em Roma, em 1º de junho, e foi sepultado na Basílica de São Pedro.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Transladação dos restos mortais dos Ex-Imperadores do Brasil

Para quem ainda não tinha visto, esse é o vídeo onde os corpos de 

D.  Pedro II, e a imperatriz Dona Tereza Cristina são exumados e enviados 

de volta ao Brasil na década de 1920, de Portugal.




segunda-feira, 27 de junho de 2016

Uniformes militares usados na guerra do Paraguai


O exercito brasileiro, que ate a guerra do Paraguai (1864-1870), ainda não tinha se solidificado como força de defesa do país, não era o melhor exemplo de organização no quesito "fardamento", o leitor  vai notar nas imagens as diferenças entre os uniformes. Alguns com muito uniforme, e outros até com menos do que o necessário, como as botas, as cores eram padrão, mas não se obedecia um padrão para todos, conforme a região do país que o soldado viesse, o uniforme era diferente em algo. Essas imagens,Integram a coleção do Arquivo Histórico 228 aquarelas de autoria de José Wasth Rodrigues (1891-1957), retratando os uniformes militares utilizados no Brasil. Essas aquarelas foram publicadas no livro "Uniformes do Exército Brasileiro", elaborado em co-autoria com Gustavo Barroso, obra comemorativa do Centenário da Independência do Brasil, edição especial do Ministério da Guerra, Rio de Janeiro, 1922.

Foto: Rômulo Fialdini/Livro MHN/Banco Safra







Almirante Barroso







  Fonte: Museu Histórico Nacional